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Estratégias

Compromisso de renovar a ciência

A Índia quer atrair seus cientistas de volta do exterior e livrar suas agências científicas da burocracia excessiva, de acordo com o documento “Política de Ciência e Tecnologia 2003”, divulgado em 3 de janeiro pelo primeiro-ministro, Atal Bihari Vajpayee, no Congresso Indiano de Ciência, em Bangalore. Ele conclamou a “diáspora científica” da Índia a voltar ao país para ajudá-lo a concretizar sua visão de fazer da Índia uma nação desenvolvida. “Temos de assegurar que nossas instituições científicas não se aflijam com a cultura de nossas agências governamentais”, disse Vajpayee. “A antigüidade não deve tirar o lugar do mérito; o talento não deve ser reprimido”.

Vajpayee prometeu também que o governo faria o desejado compromisso orçamentário para aumentar o gasto indiano com pesquisa e desenvolvimento – tanto do governo como da indústria – para pelo menos 2% do Produto Interno Bruto até 2007. Valangiman Ramamurthi, o secretário de Ciência e Tecnologia, alega que não será difícil, visto que o gasto já subiu de 0,8% para 1,8% em 2002. Ramamurthi acrescenta que “os mecanismos entrarão em vigor em muito pouco tempo” e que a nova política será rapidamente implementada e dará a universidades e instituições de pesquisa maior autonomia. Membros do governo dizem que, de acordo com a política, ministérios científicos serão geridos por cientistas e engenheiros, e outros ministérios apontarão comitês científicos consultivos.

Afirmam também que universidades e instituições científicas selecionadas terão dinheiro para reforçar suas infra-estruturas. Os detalhes do financiamento, contudo, serão deixados por conta de uma força-tarefa que está sendo constituída para encontrar meios de encorajar investimentos públicos e privados em pesquisa. Os cientistas sentiram-se encorajados pelas promessas de maior autonomia e ingresso da categoria nas tomadas de decisão, mas estavam céticos quanto às reformas governamentais. “Se o primeiro-ministro pensa que a desburocratização só é necessária aos departamentos científicos, está errado”, diz J. Gowrishankar, biólogo molecular do Centro de Impressão Digital de DNA e Diagnósticos, em Hyderabad. “É necessária no Ministério das Finanças, que auditora os institutos científicos.”

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