Guia Covid-19
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Zika

Consequências da febre zika

Mosquito Aedes aegypti transmissor do vírus da dengue, da chikungunya e da zika

JAMES GATHANY/WIKICOMMONSMosquito Aedes aegypti transmissor do vírus da dengue, da chikungunya e da zikaJAMES GATHANY/WIKICOMMONS

No primeiro semestre de 2015, o aumento do número de casos de pessoas com erupções cutâneas no corpo chamou a atenção de pesquisadores do Departamento de Vigilância Epidemiológica de Salvador, na Bahia, que, frente à situação, implementaram um sistema de vigilância em Unidades de Pronto-Atendimento do município para identificar casos semelhantes registrados no mesmo período. De fevereiro a junho deste ano, constataram que 14.835 casos da doença haviam sido registrados em Salvador. Análises mais detalhadas sugeriam, porém, um cenário ainda mais preocupante: o aumento do número de casos de pessoas com erupções na pele se deu uma semana após os primeiros diagnósticos de febre zika, causada pelo vírus ZIKV, terem sido registrados em cidades próximas a Salvador. Os pesquisadores, então, avaliaram amostras de soro de alguns pacientes com essas erupções e identificaram a presença de trechos do RNA dos vírus zika, chikungunya e dengue (Emerging Infectious Diseases, 12 de dezembro). Os resultados chamam a atenção para a circulação simultânea dos três vírus em Salvador. Assim como os vírus da dengue e da chikungunya, o zika também é transmitido por mosquitos do gênero Aedes spp. Até agora, a Bahia é o estado com o maior número de notificações de casos suspeitos de zika e chikungunya. Recentemente, o aumento na região Nordeste de casos de microcefalia (cérebros menores do que o normal) foi relacionado à infecção de gestantes pelo vírus. Até julho, a Bahia havia notificado 115 casos da síndrome de Guillain-Barré, doença neurológica também suspeita de ser associada ao zika.

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