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Estratégias

De volta às raízes

Cerca de 7 mil cientistas argentinos migraram nas últimas décadas, principalmente para os Estados Unidos e a Europa, mas um grupo de 310 deles retornou  recentemente, atraído por um programa do governo chamado Raices (rede de pesquisadores e cientistas da Argentina no exterior, na sigla em espanhol). “No começo, nosso propósito era criar um banco de dados de pesquisadores que vivem no exterior. Agora temos um fundo de repatriação que paga passagens de volta”, disse Agueda Menvielle, responsável pelo Raices ao serviço de notícias Latin Business Chronicle. A Argentina amargou três ondas de fuga de cérebros. A primeira aconteceu na década de 1960 e foi causada pela elevada demanda de bons pesquisadores nos países desenvolvidos. A segunda teve motivos políticos e aconteceu em meados dos anos 1970, quando o país mergulhou numa ditadura militar. A terceira foi impulsionada pela crise econômica do início desta década. O programa trabalha em conjunto com empresas de áreas estratégicas, que recorrem ao Raices para divulgar oportunidades de trabalho a profissionais argentinos no exterior.”Já recebemos 160 currículos de candidatos. Em pelo menos dois casos a contratação está muito perto de se concretizar”, diz  Massimo Macchiavello, da IBM argentina, uma das empresas participantes.

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