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IMUNOLOGIA

Defesa programada contra o câncer

Vacina em estudo faz o organismo deter as células tumorais

O médico Fernando Kreutz, da Universidade Federal do Rio Grande do Sul (UFRGS), pode ter aberto uma alternativa no tratamento do câncer ao desenvolver um novo método de produção de vacinas autólogas (com células do próprio paciente). Sua abordagem consiste na alteração da expressão de uma proteína da superfície das células tumorais. Ao funcionarem como antígenos, as células serão atacadas como os vírus e bactérias de qualquer vacina.

“O organismo deve reconhecer as células e desencadear a resposta imunológica”, diz o pesquisador, que solicitou a patente desse processo. Para Kreutz, que viveu sete anos no Canadá, onde fez o doutorado e trabalhou numa empresa de biotecnologia, as células tumorais passam despercebidas no organismo porque o sistema imunológico não consegue detectá-las.

Por meio de sua empresa, a JK-Biotecnologia, ligada à Fundação de Ciência e Tecnologia (Cientec), Kreutz pretende iniciar ainda este ano os testes de toxicidade e eficácia da vacina com pacientes do Hospital das Clínicas de Porto Alegre. Até o momento, a pesquisa contou com o apoio do Centro de Biotecnologia da UFRGS, da Universidade Luterana do Brasil (Ulbra) e da Fundação Soad. Segundo ele, o método funcionou em células de laboratório e houve regressão de tumor de cólon nos experimentos feitos com camundongos.

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