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Petróleo

Desempenho organizacional

Embora alguns especialistas questionem o fato de as tecnologias de informação e comunicação (TIC) poderem ser consideradas uma fonte de vantagem competitiva, há consenso quanto à necessidade do seu alinhamento às estratégias das empresas. O assunto é amplamente discutido no artigo “Assegurando o alinhamento estratégico da tecnologia de informação e comunicação: o caso das unidades de refino da Petrobras”, de Marcos Villas e Diana Macedo-Soares, ambos da Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC-Rio), e Marcus Fonseca, gerente de TI da Petrobras. O estudo mostra que assegurar este alinhamento, ou seja, promover a consistência da estratégia das TIC com a da empresa, tendo como objetivo aumentar a efetividade, tornou-se particularmente importante com o acirramento da competição no setor de petróleo, em decorrência da abertura deste mercado no Brasil a partir de 2002. Segundo o estudo, o cenário competitivo no qual a Petrobras se insere estabelece precondições para que se utilize a TIC de forma estratégica. “A identificação dos fatores que inibem a promoção do alinhamento estratégico na organização permite que sejam elaborados novos planos de ação”, afirmam os pesquisadores no trabalho publicado. Entre as ações mais importantes, destacam-se a necessidade de conscientizar a gerência da empresa a respeito da importância estratégica da TIC e seu potencial tecnológico de auxiliar a organização a conquistar maior vantagem competitiva. Além de compartilhar os resultados de um estudo de caso nas unidades de negócios da Petrobras, o estudo apresenta uma proposta de modelo conceitual para auxiliar a gestão da TIC no sentido de garantir o alinhamento de suas ações com as estratégias do negócio, com o objetivo de potencializar a contribuição desse tipo de tecnologia para um melhor desempenho organizacional dessas unidades.

Revista de Administração Pública vol. 40, nº 1 – Rio de Janeiro, jan./fev. 2006

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