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Cienciometria

Destaque entre as 500 maiores

USP aparece em 15º lugar em volume de publicações no Ranking Leiden, mas impacto ainda é restrito

A Universidade de São Paulo (USP) aparece em 15º lugar no rol das 500 maiores universidades do mundo em volume de publicações, um dos indicadores de um ranking feito pelo Centro para Estudos em Ciência e Tecnologia da Universidade de Leiden, na Holanda. Nessa lista, a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) está na 161ª colocação, e as federais do Rio de Janeiro (UFRJ), de Minas Gerais (UFMG) e do Rio Grande do Sul (UFRGS) despontam, respectivamente, nos 193º, 317º e 442º lugares. “Não chega a surpreender que a USP esteja nesta posição”, diz o pró-reitor de Pesquisa da USP, Marco Antonio Zago. “Se o Brasil é o 13º país em volume de publicações e a USP é responsável por 23% da produção brasileira, é natural que tenhamos posição destacada num ranking desse tipo”, afirmou.

O Ranking Leiden oferece uma coleção de listas que classificam universidades segundo vários critérios, utilizando como referência dados da base Web of Science. Além do indicador por volume de publicações, há outro que mede o impacto. Nessa categoria, que se baseia no número de citações dos artigos, não há universidades brasileiras no primeiro pelotão. A UFRGS aparece na 391ª posição, a USP na 452ª, a UFMG na 458ª, a UFRJ no 463º lugar e a Unicamp no 465º. “Aumentar o impacto é o grande desafio da USP e das demais universidades brasileiras”, diz Marco Antonio Zago. “Já publicamos bastante, agora precisamos ampliar a relevância de nossa produção. E isso vai ser feito não apenas buscando publicar em revistas de maior impacto, mas, sobretudo, melhorando a qualidade da pesquisa, que hoje ainda é fragmentada. Por meio de sinergias entre grupos de várias disciplinas, por exemplo, podemos contribuir de forma ainda mais relevante”, diz.

Outros indicadores do Ranking Leiden trabalham os dados de volume e de impacto de forma a remover vieses gerados pelo tamanho da instituição ou sua especialização em determinados campos do conhecimento. Num deles, que multiplica o número total de publicações pelo impacto em cada campo do conhecimento, a USP aparece na 71a posição, a Unicamp em 285º lugar, a UFRJ em 321º, a UFMG em 394º e a UFRGS em 488º. E quando o critério é o número de citações dividido pelo impacto médio em cada campo do conhecimento, a UFMG aparece em 463º lugar, a USP em 467º, a Unicamp em 478º, a UFGRS em 480º e a UFRJ em 482º.

O pró-reitor de Pesquisa da Unicamp, Ronaldo Pilli, afirma que o desempenho de sua instituição em rankings está relacionado, além da excelência acadêmica, a um esforço de dar visibilidade à sua produção científica. “É possível melhorar essa visibilidade. Em alguns campos do conhecimento ainda há certa resistência em publicar os resultados de pesquisas em inglês, com o argumento de que o interesse é regional. Mas uma boa pesquisa sobre violência nas escolas no Brasil, por exemplo, pode interessar a um pesquisador estrangeiro que esteja estudando bullying”, afirmou.

Em outros rankings, a posição das instituições brasileiras varia, embora USP e Unicamp ocupem as primeiras posições. No mais recente Academic Ranking of World Universities (ARWU), da Shanghai Jiao Tong University, da China, a USP aparece entre as 150 melhores universidades do mundo, a Unicamp, no pelotão entre as 201 e 250 melhores; a UFMG, a UFRJ e a Universidade Estadual Paulista (Unesp), entre as 400 melhores; e a UFRGS, entre as 500 melhores. Em outro ranking consagrado, o da Times Higher Education, que combina critérios bibliométricos com o número de ganhadores de Prêmios Nobel em cada instituição e uma pesquisa de opinião entre cientistas do mundo inteiro sobre o peso de cada universidade, a USP apareceu em 232º lugar, a Unicamp em 248º.

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