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Estratégias

Divórcio depois das alfinetadas

Os Estados Unidos encerraram um polêmico programa de ajuda à Rússia que durou cinco anos. Chamava-se Iniciativa pelas Cidades Nucleares (ICN) e tinha como meta criar negócios e oportunidades de caráter civil nas antigas cidades secretas soviéticas – Sarov, Snezhinsk e Zhelenznogorsk – usadas pela extinta ditadura comunista como parques de fabricação de armamentos nucleares (Science, 10 de outubro). O Departamento de Energia dos EUA empenhou US$ 87 milhões no programa.

Em setembro, ele foi suspenso devido a um nó burocrático. Os russos recusaram-se a aceitar uma cláusula que isentava os norte-americanos de responsabilidade caso algo desse errado em algum projeto da ICN. Programas assinados com países europeus aceitam dividir as responsabilidades. “Temos um desentendimento”, diz Paul Langsworth, diretor da ICN. “E o governo americano resolveu traçar uma linha na areia.”

Segundo analistas, o desfecho se deve à estratégia do governo Bush de aumentar exigências para inviabilizar o acordo. Durante os cinco anos de vida, a ICN foi marcada pelo estranhamento entre norte-americanos e russos. Os 69 projetos já em andamento – como um centro para diagnóstico do câncer em Snezhinsk – serão mantidos.

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