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Brasil

Efervescência em Cuiabá

Um dos pontos altos da 56ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), que se realizou em julho em Cuiabá, foi a defesa da liberação do uso de células-tronco embrionárias em pesquisas feita pelo ministro da Ciência e Tecnologia, Eduardo Campos.

“O ministério vai atuar firmemente em favor da liberação das pesquisas, que são essenciais para o avanço do Brasil”, disse o ministro Campos, num forte contraponto à ação das bancadas religiosas, que conseguiram bloquear as pesquisas no projeto da Lei de Biossegurança já aprovado na Câmara. O texto está sendo avaliado pelo Senado, que pode modificá-lo.

A tradicional reunião da SBPC, que teve o tema “A Ciência na Fronteira: Ética em Desenvolvimento”, reuniu mais de 5 mil inscritos na capital mato-grossense. A defesa da Floresta Amazônica foi outra tônica do encontro. Ennio Candotti, o presidente da SBPC, deu o mote em seu discurso no teatro da Universidade Federal do Mato Grosso, na abertura da reunião.

“Se o boi e a soja ganharem a guerra contra a Floresta Amazônica, a vida civilizada não será mais possível na mais importante região tropical do planeta”, disse Candotti. A assembléia-geral da SBPC aprovou a mudança do nome da entidade para Associação Brasileira para o Progresso da Ciência, com o objetivo de se ajustar às exigências criadas pelo novo Código Civil.

Mas a sigla que a caracteriza desde sua fundação, há 56 anos, será preservada. No estande da FAPESP, exemplares da revista Pesquisa FAPESP foram disputados por estudantes – cerca de 1.300 alunos do ensino médio e fundamental participaram das atividades da 12ª SBPC Jovem, um evento paralelo destinado a estimular os adolescentes a gostar da ciência.

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