guia do novo coronavirus
Imprimir PDF Republicar

Energia limpa

Elementos abundantes

Ilustração mostra bolhas de hidrogênio se desprendendo de superfície com fosfeto de níquel

ERIC POPCZUM / PENN STATE UNIVERSITYIlustração mostra bolhas de hidrogênio se desprendendo de superfície com fosfeto de níquelERIC POPCZUM / PENN STATE UNIVERSITY

Um novo passo para facilitar a produção de energia limpa e barata foi dado por pesquisadores da Universidade Estadual da Pensilvânia, Estados Unidos. Eles descobriram que é possível usar nanopartículas de níquel e fósforo, ou o fosfeto de níquel, para extrair hidrogênio da água e utilizá-lo em células a combustível, aparelho produtor de eletricidade com esse gás. Tanto a água como os dois elementos químicos são abundantes em grande parte do planeta. O fosfeto de níquel pode ser usado em sistemas de hidrólise, reação química feita em meio aquoso para produção de hidrogênio. As nanopartículas de fosfeto de níquel fazem o papel de catalisador para efetivar a reação sem utilizar metais nobres, como a platina, um elemento caro e escasso. A descoberta foi publicada no Journal of the American Chemical Society (13 de junho). O professor Raymond Schaak coordenou o estudo, que contou também com pesquisadores do Instituto de Tecnologia da Califórnia. Além do uso na forma de geradores ou para mover veículos, as células a combustível podem ter um papel importante em localidades distantes se acopladas a um sistema de energia solar. Basta pouca energia captada do Sol para fazer funcionar um eletrolisador, no qual poderão estar as nanopartículas de fosfeto de níquel, para produzir hidrogênio e suprir a célula.

Republicar