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Saúde

Eliminando os riscos

Discutir as conseqüências culturais dos discursos e práticas voltados à capacitação dos sujeitos para a escolha racional e informada de riscos, calculados com base no conhecimento científico. Este é o objetivo do artigo Ciência, técnica e cultura: relações entre risco e práticas de saúde, de Dina Czeresnia, pesquisadora da Escola Nacional de Saúde Pública da Fundação Oswaldo Cruz, no Rio de Janeiro. A autora promove uma abordagem do conceito de risco epidemiológico como um dos elementos centrais do estudo, especialmente no contexto das práticas de saúde: “Identificar e reduzir riscos tornou-se um objetivo central da saúde pública. A gestão de riscos é nuclear ao discurso de promoção da saúde, que busca reorientar as estratégias de intervenção”. O estudo defende que a vida social é regulada pela confiança em sistemas abstratos que, baseados no conhecimento cientifico, orientam as escolhas por meio de cálculos de risco. “O conceito de risco epidemiológico é um destes sistemas abstratos”, diz Dina. Para a autora, a definição de estratégias de regulação de riscos no campo da saúde é tecnicamente viabilizada pelos avanços nas técnicas de cálculo estatístico.

Cadernos de Saúde Pública – vol. 20 – nº 2 – Rio de Janeiro – mar./abr. 2004

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