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Saúde pública

Endoscopia móvel no interior da África

De janeiro a novembro de 2024, uma equipe móvel de endoscopia realizou 515 exames em 495 adultos em cinco hospitais rurais na província do Cabo Ocidental, na África do Sul, onde esse tipo de diagnóstico não é feito rotineiramente. Liderado pela Universidade Médica da Carolina do Sul (Musc), dos Estados Unidos, em parceria com o Hospital Regional de George, na África do Sul, o programa revelou uma alta prevalência de doenças gastrointestinais tratáveis. Das pessoas examinadas, 76% tinham gastrite, 70% hérnia de hiato e 69% esofagite, 19% duodenite e 7% úlceras gástricas. A maioria das endoscopias digestivas altas foi realizada com anestesia tópica na garganta, o que, embora econômico, poderia limitar a detecção de lesões sutis. Quando necessário, os pacientes receberam tratamento imediato, geralmente inibidores da bomba de prótons, e um subgrupo foi encaminhado para acompanhamento local. A África do Sul tem apenas 0,1 gastroenterologista para cada grupo de 100 mil habitantes, obrigando pacientes a esperar muitas semanas por uma endoscopia de rotina. Ao mesmo tempo, tem uma das maiores taxas mundiais de infecção pela bactéria Helicobacter pylori, causadora de gastrite, úlceras pépticas e câncer gástrico, detectado em cinco pessoas examinadas; outras 12 tinham câncer de esôfago (BMJ Open Gastroenterology, 23 de dezembro).

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