guia do novo coronavirus
Imprimir PDF Republish

CENTROS DE EXCELÊNCIA

Escolha na etapa final

Núcleos que vão realizar projetos integrados serão definidos em poucos meses

imagem_01Caminha para a etapa final o processo de seleção dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), o programa lançado pela FAPESP que implanta uma nova modalidade de financiamento, dirigido a instituições interessadas em desenvolver projetos multidisciplinares com efetiva transferência de conhecimento à sociedade. No final de 1998, inscreveram-se 112 instituições. Após a primeira triagem, realizada por 12 especialistas de outros Estados, permaneceram 29, que enviaram o plano gerencial e as propostas de trabalho detalhadas. Outra avaliação, desta vez conduzida com o apoio de 120 assessores internacionais, levou à relação de dez centros pré-qualificados anunciados no início de fevereiro.

Semelhante ao Sciences and Tecnology Center, um programa da National Science Foundation (NSF) dos Estados Unidos, atualmente com 35 projetos em andamento, o Cepid incentiva a formação de núcleos de trabalho científico cujo trabalho deve integrar três campos. O primeiro é a execução de um programa multidisciplinar de pesquisa básica ou aplicada. O outro é a realização de projetos de inovação tecnológica, com empresas, ou de políticas públicas, com órgãos públicos ou organizações não-governamentais.

A terceira vertente é a interação com o sistema educacional, por meio de cursos para estudantes e professores do desenvolvimento de técnicas educacionais ou de recursos pedagógicos, como museus de ciência, vídeos e softwares .

Essa forma de apoio à produção científica, na avaliação de José Fernando Perez, diretor científico da FAPESP, é um desdobramento natural dos programas lançados pela Fundação nos últimos anos, que promovem a aproximação com empresas, orgãos públicos e escolas. “O Cepid é uma forma de consolidar uma visão de co-responsabilidade do sistema de pesquisa nas questões sociais”, diz Perez.

Visitas
Nos próximos meses, uma comissão internacional vai examinar in loco a infra-estrutura, a qualificação dos profissionais e as propostas de trabalho das instituições pré-qualificadas. As visitas vão embasar o julgamento final, a ser anunciado em meados do ano. Devem ser contempladas cerca de cinco instituições, que vão receber por ano de US$ 300 mil a US$ 2 milhões para desenvolver projetos de longa duração, limitados a 11 anos.

Os centros terão autonomia para utilizar os recursos financeiros, mas serão avaliados continuamente. Perez lembra que o acompanhamento por especialistas internacionais – nos moldes do efetivado nos programas Genoma e Biota – “assegura a qualidade dos projetos, de acordo com um padrão internacional, e contribui com uma visibilidade maior da ciência brasileira”.

Republish