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Engenharia

Escrevendo com o pensamento

Willett, F. et al. Nature. 2021 / Erika Woodrum

Uma interface cérebro-máquina desenvolvida por pesquisadores da Universidade Stanford, nos Estados Unidos, permitiu a um paciente de 65 anos com o corpo paralisado do pescoço para baixo redigir textos rapidamente em uma tela de computador, imaginando as letras que seriam escritas por sua mão (Nature, 12 de maio). O paciente é voluntário do ensaio clínico BrainGate2, que avalia a segurança e a eficácia de implantes cerebrais eletrônicos. A equipe de Krishna Shenoy, do Instituto Médico Howard Hughes, desenvolveu um algoritmo capaz de interpretar a atividade de cerca de 200 neurônios (captada por sensores implantados na região do cérebro responsável pelo movimento fino dos braços e das mãos) e converter os sinais em letras exibidas em tempo real em uma tela. Após sessões para treinar o algoritmo, o voluntário conseguiu redigir em média 90 caracteres por minuto, a velocidade média com que uma pessoa de 65 anos digita em um celular.

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