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Espécies nativas perdem espaço

Desmatar uma área tem claras conseqüências negativas para a biodiversidade, mas quais danos reais podem ocorrer quando essa prática se dá por longos períodos? As plantas invasoras que crescem com a retirada da madeira nas florestas tropicais persistem ou são substituídas ao longo do tempo por espécies nativas? Com essas perguntas, biólogos da Universidade de Stony Brook (EUA), percorreram o Parque Nacional Ranomafana, a sudoeste de Madagáscar, país insular próximo à costa sul da África, escolhido por possuir um dos maiores índices de biodiversidade do mundo. Eles analisaram a diversidade de espécies em uma área abandonada após a madeira ter sido retirada em 1885, em outra onde a retirada de árvores foi seletiva, ocorrida em 1947, e em uma terceira, nunca desmatada, mas devastada por um ciclone três anos antes do estudo, além de lugares poupados de retirada de madeira. A conclusão é que o estabelecimento de espécies invasoras em florestas desmatadas impede a recolonização de espécies nativas, mesmo após 150 anos. Ou seja, há perda de diversidade biológica. Na área devastada naturalmente, há possibilidades de recuperação, o que não ocorre naquelas em que a derrubada da vegetação é contínua. Segundo o estudo, publicado em 20 de abril no Proceedings National of Academy of Science, as plantas invasoras permanecem longo período após a colonização inicial e alteram drasticamente a sucessão de espécies de plantas na floresta.

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