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Estupro

Falhas no atendimento

Para entender como o profissional da saúde pode ajudar as vítimas de estupro a se protegerem da contaminação do HIV, o estudo Mulheres vítimas de violência sexual: adesão à quimioprofilaxia do HIV coletou dados de 172 mulheres atendidas pelo Serviço de Atenção a Pessoas em Situação de Violência Sexual na cidade de Salvador, Bahia. O levantamento constatou um índice de vulnerabilidade muito alto: 45,4% das mulheres violentadas eram adolescentes e 18,7% eram virgens, que geralmente são as vítimas mais expostas à contaminação por causa das inflamações decorrentes da perfuração do hímen de maneira violenta. Apenas 57,4% das mulheres violentadas aderiram ao tratamento de proteção contra o HIV e a taxa de descontinuidade chegou a 42,6%. Mesmo que mais de metade das mulheres tenha sido atendida da maneira correta, o trabalho das pesquisadoras Normélia Maria Freire Diniz, Lílian Conceição Guimarães de Almeida, Bárbara Cristina dos S. Ribeiro e Valéria Góes de Macedo, da Universidade Federal da Bahia, concluiu que a prevenção ao HIV foi muito baixa, exigindo que enfermeiros e médicos que atuam no atendimento aos casos de estupro busquem uma estratégia para aumentar o índice de adesão e continuidade do tratamento. “Há necessidade de um olhar atento dos profissionais a fim de perceber as condições que implicarão no aumento da vulnerabilidade das mulheres à infecção”, alertam as pesquisadoras.

Revista Latino-Americana de Enfermagem – vol. 15 –  nº 1 – Ribeirão Preto – jan./fev. 2007

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