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Tecnociência

Falta inovação no setor de alimentos

A indústria de alimentos no Brasil investe pouco em inovação tecnológica e quando faz prefere soluções criadas em outras indústrias – a de máquinas, por exemplo – ou desenvolvidas no exterior. A conclusão está na tese de doutorado do professor José Ednílson de Oliveira Cabral, apresentada na Universidade de Reading, na Inglaterra. Pesquisador e atual gerente de negócios tecnológicos da Embrapa Tropical, de Fortaleza, no Ceará, Cabral enviou 1 mil questionários e recebeu 242 de empresas de pequeno, médio e grande porte.

“Desse total, apenas 66 (27,3%) apresentaram algum tipo de inovação, ou seja, algo novo para a empresa, para o Brasil ou para o mundo”, afirma. Em relação à Natureza da inovação, 57,2% referem-se aos processos de fabricação e 33,3% a modificações tecnológicas nos produtos. Outros números mostram que apenas 40 empresas têm algum contato ou parceria com instituições de pesquisa ou universidades. Confirmou-se, também, que o investimento em pesquisa é baixo nesse setor, representando, na média, 0,29% do faturamento das empresas.

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