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Financiamento

FAPESP destina R$ 990,1 milhões a novas iniciativas de apoio à pesquisa

Anúncio foi feito em solenidade que marcou aniversário de 60 anos da Fundação; recursos vão complementar investimentos em bolsas e auxílios

Durante a cerimônia, da esq. para a dir.: Josué Gomes da Silva, presidente da Fiesp; Zeina Latif, secretária de Desenvolvimento Econômico; Carlão Pignatari, presidente da Assembleia Legislativa de São Paulo; Marco Antonio Zago, presidente da FAPESP; David Uip, secretário de Ciência, Pesquisa e Desenvolvimento em Saúde; Helena Nader, presidente da Academia Brasileira de Ciências; e Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do CTA da FAPESP

Léo Ramos Chaves

Em uma solenidade realizada em São Paulo nesta quarta-feira (25/5) para comemorar seus 60 anos, a FAPESP anunciou investimentos de R$ 990,1 milhões em novas iniciativas de apoio à pesquisa. O maior quinhão se destina a três chamadas para aquisição de grandes equipamentos científicos destinados a múltiplos usuários e também de acervos e coleções em universidades e institutos de pesquisa paulistas – o total será de R$ 450 milhões. As propostas podem ser apresentadas até 31 de agosto.

Outros R$ 240 milhões se destinam a seis novos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid), sendo três nas áreas de ciências da saúde, biológicas e agronomia e veterinária, selecionados em 2021, e três em ciências humanas, sociais, arquitetura e urbanismo, economia e administração, em 2022. O programa, criado em 2000, garante financiamento de longo prazo a redes de pesquisadores dedicados a temas na fronteira do conhecimento.

A Fundação também irá investir R$ 38,6 milhões em três novos Centros de Pesquisa em Engenharia (CPE): um em parceria com a farmacêutica GSK e o Instituto Israelita de Ensino e Pesquisa Albert Einstein na área de imuno-oncologia; outro com a empresa Ericsson e a Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) em redes e serviços inteligentes; e o terceiro com a Embraer e o Instituto Tecnológico de Aeronáutica (ITA) na área de mobilidade aérea. “Os CPE constituem um modelo de financiamento à pesquisa que integra o setor empresarial e o acadêmico em um arranjo extremamente eficiente”, afirmou Luiz Eugênio Mello, diretor científico da Fundação. “O estado de Nova York [nos Estados Unidos] também adota esse modelo e conta hoje com 15 desses centros. A FAPESP, com os três centros anunciados hoje, passa a apoiar 23 CPE, que no total vão mobilizar mais de R$ 1,5 bilhão em atividades de pesquisa. Assim, os R$ 325 milhões alocados pela Fundação são praticamente multiplicados por cinco.”

Léo Ramos Chaves Luiz Eugênio Mello, diretor científico da Fapesp, fala durante o eventoLéo Ramos Chaves

Foram anunciados, ainda, investimentos em 15 novos Centros de Ciência para o Desenvolvimento, dedicados a pesquisas orientadas à solução de problemas com impacto econômico e social no estado de São Paulo. Serão destinados R$ 89,5 milhões em projetos de universidades e institutos de pesquisa voltados, por exemplo, a buscar soluções para resíduos e embalagens, a desenvolver biofármacos e políticas públicas urbanas, a promover a transição energética, a gerar inovações que melhorem a saúde humana e animal, entre outros.

Outras iniciativas são o Projeto Geração (R$ 32 milhões), que busca apoiar doutores recém-formados com ideias ambiciosas; o Proeduca (R$ 20 milhões), que, em conjunto com a Secretaria Estadual da Educação, vai financiar projetos de pesquisa em educação baseados em evidências; o Amazônia + 10 (R$ 100 milhões), parceria com nove fundações de amparo à pesquisa da região Norte em projetos com foco na maior floresta tropical do planeta; e o Pesquisadores em risco (R$ 20 milhões), para receber em instituições de São Paulo pesquisadores de áreas conflagradas, como a Ucrânia.

Os R$ 990,1 milhões em investimentos vão complementar os recursos gastos tradicionalmente em bolsas e auxílios e se tornaram disponíveis graças à recuperação da economia de São Paulo e o consequente aumento da arrecadação de impostos – a Constituição paulista de 1989 estabeleceu que o Estado de São Paulo deve destinar o mínimo de 1% de sua receita tributária à Fundação para aplicação em desenvolvimento científico e tecnológico. “A FAPESP segue fazendo regularmente, como sempre fez, a concessão de bolsas e auxílios à pesquisa. E essas iniciativas vão crescer nos próximos anos”, afirmou Carlos Américo Pacheco, diretor-presidente do Conselho Técnico-Administrativo da Fundação. “Essa é a nova face da FAPESP, ampliando a sua agenda e suas estratégias, mas sempre fiel ao sonho dos seus fundadores e do dispositivo da Constituição paulista de promover pesquisa para ampliar o conhecimento e para a inovação tecnológica”, disse o presidente da Fundação, Marco Antonio Zago.

Íntegra do texto publicado em versão reduzida na edição impressa, representada no pdf.

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