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Estratégias

FAPESP obtém acesso à base de dados do ISI

A FAPESP já tem acesso à mais importante base internacional de dados de publicações científicas, a do ISI, Institute of Scientific Informations, dos Estados Unidos, e em breve a disponibilizará para todos os pesquisadores que têm auxílio da Fundação, mais as bibliotecas das universidades e dos institutos de pesquisa do Estado de São Paulo. Já nos primeiros dias de dezembro, em caráter provisório, 15 bibliotecas poderão fazer as consultas que desejarem. E no começo de fevereiro, será iniciado o credenciamento, no ISI, dos IPs (Internet Protocol numbers) das demais bibliotecas e dos pesquisadores que serão beneficiados por esse novo serviço, que será atualizado semanalmente.

“A base de dados do ISI é um instrumento poderoso de pesquisa bibliográfica e de estudos de natureza cientométrica, ou seja, de medidas de freqüência de publicações, citações, etc”, comenta o diretor científico da FAPESP, professor José Fernando Perez. Ela reúne dados desde 1977 relativos às Ciências, incluindo Ciências Sociais, às Artes e às Humanidades, que podem ser pesquisados, por exemplo, por autor, chegando-se, assim, aos trabalhos, respectivas citações e resumos. Podem ser pesquisados ainda por palavras-chaves, que também conduzem a trabalhos, autores e citações. A possibilidade de consultar facilmente essa base de dados, segundo o professor Perez, deve provocar “uma sensível mudança cultural no meio científico brasileiro, resultante de seu contato mais permanente e atualizado com a produção científica mundial”.

A compra da base de dados do ISI foi feita no âmbito de um projeto especial da FAPESP para a montagem de uma base de dados de publicações científicas brasileiras, em execução desde o final de 1996. Feito em parceria com a BIREME, Centro Latino-Americano e do Caribe de Informação em Ciências da Saúde (ver Notícias FAPESP 14), cabe a esse projeto o desenvolvimento de uma metodologia de preparação,armazenamento, recuperação e avaliação de publicações científicas eletrônicas. Isso inclui a elaboração de um software padronizado para a edição de periódicos nos formatos eletrônico e impresso.

Iniciado em escala piloto, em menos de um ano o projeto avançou bastante, tanto que já se encontram na Internet (site: www.bireme.br) textos das revistas científicas brasileiras selecionadas para a primeira fase da da biblioteca eletrônica virtual, a Scientific Electronic Library Online – SciELO, que integra a proposta. Assim, vai-se constituindo essa base de dados da produção científica do país, “fundamental para avaliações e estudos da ciência que aqui se produz”, diz o coordenador do projeto, professor Rogério Meneghini, titular do Departamento de Bioquímica da USP e assistente da Diretoria Científica da FAPESP.

O trabalho desenvolve-se, no momento, com 13 revistas brasileiras, mas deverá atingir, numa segunda etapa, cerca de 100, das aproximadamente 400 existentes no país. Na medida do possível, a base brasileira será compatível com a do ISI, mas terá suas especificidades. “Por exemplo, na base do ISI estãoos resumos dos trabalhos, enquanto nós estamos montando nossa base com artigos completos, diz o professor Perez.

Em março, segundo o professor Meneghini, as revistas já selecionadas para a SciELO, estarão disponíveis na Internet com as marcações de título, autor, resumo, essenciais para se fazer medições de citação e outras. Com mais um ano e meio de trabalho, aproximadamente, se poderá chegar bem perto da base prevista sobre 100 periódicos.

É claro que esses prazos dependem da velocidade com que os editores das revistas que se incorporarem ao projeto as adaptarem ao padrão proposto e realizarem as marcações indispensáveis. De qualquer sorte, as revistas científicas brasileiras começam o caminho para se tornar visíveis aos olhos da comunidade científica internacional, ao mesmo tempo em que, dentro do país, se alargam as janelas para que os pesquisadores brasileiros possam fácil e rapidamente olhar o que se produz fora.

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