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Tecnociência

Febre maculosa volta a preocupar

Apenas em 2000, na região de Campinas, a nordeste do Estado de São Paulo, houve oito casos notificados de febre maculosa. Provocada pela bactéria Rickettsia rickettsii, chega ao homem por meio do carrapato-estrela ou carrapato-de-cavalo (Amblyomma cajennense), que vive em eqüinos, gado, roedores silvestres, coelhos e cães.

Um levantamento publicado nos Cadernos de Saúde Pública avalia a incidência de febre maculosa desde 1985, quando houve apenas três casos nessa região. Desde então, acumulam-se 47 casos confirmados, com 23 mortes, e ocorreu uma ampliação da área de transmissão: ao menos cinco municípios se apresentam como novas áreas de infecção. Segundo a coordenadora do estudo, Virgília Castor de Lima, da Superintendência de Controle de Endemias (Sucen), há casos relatados também no Rio de Janeiro, no Espírito Santo e na Bahia.

“É possível que exista transmissão ainda não detectada em outros estados”, diz ela. Rara e de diagnóstico difícil, mas com uma letalidade de 20%, a febre maculosa preocupa também por se tratar de “uma doença emergente, pouco conhecida dos profissionais de saúde, o que causa atraso no diagnóstico”, ressalta a pesquisadora. O Ministério da Saúde tornou a febre maculosa doença de notificação compulsória e prepara um manual sobre a enfermidade.

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