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Ferrugem aproveitada

Ferrugem aproveitada

rorivaldo de camargo / CMDMC/UnespÓxido de ferro no aço: pigmentosrorivaldo de camargo / CMDMC/Unesp

Resíduos metálicos gerados no processo de produção do aço transformam-se em pigmentos cerâmicos de alto valor agregado por uma rota alternativa proposta no Centro Multidisciplinar para o Desenvolvimento de Materiais Cerâmicos – um dos Centros de Pesquisa, Inovação e Difusão (Cepid) financiados pela FAPESP –, instalado na Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, sob a coordenação do professor Elson Longo. Esses resíduos resultam de um processo rotineiro para eliminação de pontos de ferrugem em lâminas de aço em siderúrgicas como a CSN, em Volta Redonda, no Rio de Janeiro, onde foi realizado o estudo. “Como o processo de laminação é feito a quase 1.500º Celsius, o simples contato do material com o oxigênio provoca uma reação química que resulta na formação de óxido de ferro. A eliminação desses pontos de ferrugem é feita com ácido clorídrico, que, ao encontrar o óxido de ferro, se transforma em cloreto de ferro e água”, diz Longo. Pelo método tradicional, a usina separa novamente o ácido clorídrico e ferro, metal que é jogado no alto-forno para produção de aço. Pela nova rota proposta, o cloreto de ferro é transformado por via química em pigmentos destinados à indústria de tintas e corantes. O trabalho, que teve a participação de André Vieira, Fernando Vernilli e Sidney Nascimento Silva, foi premiado em julho no 66º Congresso da Associação Brasileira de Metalurgia e Materiais.

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