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Política C&T

Finlândia eleva investimentos em pesquisa

A Finlândia conseguiu seu objetivo de atingir um nível de recursos para pesquisas da ordem de 2,9% do produto interno bruto para o próximo ano. Fontes de recursos públicas e particulares aumentaram seus investimentos para um índice invejado por seus vizinhos europeus, informa a revista Nature, na edição de 27 de agosto. A elevação coloca o país, com população de 5 milhões de habitantes, entre os que mais investem em pesquisa em todo o mundo. Este acréscimo nos recursos chega com uma mudança política que tem levado a uma concentração de esforços em áreas de importância estratégica, como tecnologia da informação e genética molecular, e maior coordenação entre a pesquisa acadêmica e a industrial.

Em conseqüência, a Finlândia implementou em 18 meses quase todas as recomendações feitas pela Organização de Biologia Molecular Européia, que coordenou uma revisão externa da performance do país em Biologia Molecular. Isto inclui a inauguração de um instituto para pesquisa de genoma e bio-informática, em Helsinque, no valor de US$ 5,5 milhões. Para apoiar essas iniciativas, a Academia Finlandesa de Ciências, que distribui grande parte dos recursos para pesquisa básica, elaborou novos programas em microbiologia, biologia celular e transgênica, assim como um programa de genoma para cinco anos e outro na área de ecologia, o que tornou a Genética uma das prioridades nos programas para PhD. “As mudanças foram fáceis para nós, porque esses novos investimentos evitaram a dificuldade de realocar dinheiro de outras áreas”, informa Reijo Vihko, presidente da Academia.

Cientistas finlandeses parece que estão usando os novos recursos com eficiência. O número de papers publicados por pessoa dobrou na última década, superando a produtividade da Alemanha, Noruega e Estados Unidos, e a Finlândia tem a terceira mais alta taxa de retorno entre os programas de pesquisa dos 15 países integrantes da União Européia.

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