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Tecnociência

Físicos numa mina de ferro

Começou a funcionar no dia 14 de agosto o primeiro detector subterrâneo do Minos, sigla de Busca das Oscilações de Neutrinos Usando o Injetor Principal, construído a 750 metros abaixo da superfície, na mina de ferro Soudan, no norte de Minnesota, Estados Unidos. O chamado detector remoto (far detector) será utilizado no estudo dos neutrinos, partículas elementares que viajam quase à velocidade da luz e se formam em abundância no Sol ou pela fragmentação dos raios cósmicos na alta atmosfera terrestre.

O Minos consiste de dois detetores: o remoto, com 5,4 mil toneladas e 20 metros de extensão, com 486 lâminas metálicas octogonais de 7 metros de diâmetro que lembram fatias de um pão; e o próximo (near detector), com 980 toneladas, situado no Fermilab, a 750 quilômetros de distância. O conjunto completo, incluindo o feixe de neutrinos produzidos no acelerador de partículas Fermilab, entrará em operação no começo de 2005.

“Já vimos que o detector remoto funciona muito bem e faz uma ótima reconstrução dos eventos de raios cósmicos determinando bem a energia dos múons (um tipo de partículas) de raios cósmicos”, comenta o físico Carlos Ourívio Escobar, do Instituto de Física da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Esse projeto congrega cerca de 200 físicos de seis países: Estados Unidos, Brasil – representando pela Unicamp e Universidade de São Paulo (USP) – França, Grécia, Rússia e Reino Unido.

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