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Tecnociência

Flúor-18 garante uso de tomógrafo

O Instituto de Engenharia Nuclear (IEN), do Rio de Janeiro, adquiriu um novo acelerador de partículas do tipo ciclotron capaz de produzir o radiofármaco Flúor-18, substância essencial para a produção de imagens de alta qualidade dos tomógrafos por emissão de pósitrons (PET). Essa tecnologia permite detectar doenças com mais antecedência, como o câncer, e melhorar a visualização de outros órgãos do corpo humano. No sistema PET, o flúor é injetado no paciente e distribui-se pelo organismo ligando-se às moléculas de glicose.

“No câncer, por ser um tecido com metabolismo alterado, a glicose fica concentrada naquele local por menor que seja o tumor”, explica Sérgio Cabral, superintendente do IEN. O Flúor-18, no entanto, tem meia-vida de 109 minutos, uma limitação para a expansão do tomógrafo PET. Ele precisa ficar localizado próximo a uma unidade de produção. No Brasil, esse tipo de substância só é produzido por empresas da Comissão Nacional de Energia (Cnen) como o IEN ou o Instituto de Pesquisas Energéticas e Nucleares (Ipen), de São Paulo, único fabricante desse radioisótopo.

Nos Estados Unidos são 96 ciclotrons. No mundo, os tomógrafos PET chegam a 400. Aqui, o único aparelho é o do Instituto do Coração (Incor), de São Paulo. Segundo José Cláudio Meneghetti, diretor do serviço de radioisótopos do Incor, o Brasil não pode ficar na dependência dos institutos governamentais que têm assegurada a produção de radioisótopos pela Constituição Federal. “Os hospitais e clínicas deveriam ter a possibilidade de possuir aparelhos chamados de mini ciclotron. Isso permitiria a expansão do tomógrafos PET e facilitaria os diagnósticos.”

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