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Tecnociência

Fóssil de rato intriga argentinos

Um rato pré-histórico até então restrito a ilha de Fernando de Noronha, a 540 quilometros do Recife, e provavelmente extinto no século 16, foi também encontrado na Argentina. O achado é considerado um enigma biogeográfico pelos pesquisadores, que não sabem como o mesmo roedor pode ter existido em dois lugares tão distantes. “É provável que a distribuição dele se estendesse por toda a América do Sul”, especula o paleontólogo Ulyses Pardiñas, do Museu de La Plata, na Argentina, autor da descoberta.

Para tal hipótese ser confirmada, é preciso que fósseis semelhantes sejam descobertos no Brasil continental. Pardiñas descarta a possibilidade de o rato ter sido transportado por navios de Noronha para a Argentina ou que tenha sido levado por correntes marítimas. O mamífero pertence ao gênero Noronhomys, descrito no ano passado por pesquisadores do Museu Americano de História Natural, em Washington.

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