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História

Fronteira tênue

Analisar as relações entre história e ciências sociais, investigando os embates e as reciprocidades conceituais e institucionais entre ambas. Essa é a proposta do artigo “História e ciências sociais: zonas de fronteira”, de Fernando Teixeira da Silva, da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp). Segundo o autor, a confrontação entre a história e as ciências sociais sempre foi o espaço de um debate difícil, e que ainda hoje permanece inteiramente aberto. Trata-se de esboçar um debate que encontra seu ápice de tensão na antropologia estruturalista. ?O impulso estruturalista na década de 1960 e início da de 1970 foi uma tentativa de tirar as ciências sociais da sombra da história. Mas os historiadores resistiram a essas investidas, sem que deixassem de sair em defesa da abertura da história para as ameaçadoras disciplinas vizinhas?, descreve Silva. Nas últimas décadas, a aproximação entre história e antropologia atualizou o debate, culminando nas atuais reflexões sobre a identidade do ofício do historiador diante da abertura da história em relação às demais ciências humanas. “As relações da história com as ciências sociais remontam ao momento em que ambas passaram a disputar posições no interior do establishment acadêmico por meio de embates conceituais que visavam definir um estatuto de cientificidade para o conjunto de sua produção.”

História (São Paulo), vol. 24 ? nº 1, Franca 2005

www.scielo.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S0101-90742005000100006&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

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