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Mundo

Gente que faz … satélites

Sessenta universidades de vários cantos do mundo uniram-se num objetivo comum: povoar a órbita terrestre com centenas de minissatélites de baixo custo, próprios para realizar experiências científicas. Sob a liderança de Robert Twiggs, professor do Departamento de Aeronáutica e Astronáutica da Universidade Stanford, constroem protótipos dos CubeSats, minissatélites em forma de cubo, com apenas 10 centímetros de lado e 1 quilo de peso, capazes de trabalhar em baixas órbitas, entre 400 e 600 quilômetros da superfície terrestre.”Somos um grupo internacional devotado a compartilhar publicamente informações e aprimorar uma tecnologia”, diz Twiggs. “Somos, para os pequenos satélites, o equivalente ao que a comunidade Linux representa para os sistemas operacionais de computadores.” No final de agosto, a comunidade aumentou com a visita a Stanford de um grupo de cinco estudantes da Universidade de Bucareste, capital da Romênia. Twiggs coordenou uma semana de treinamento que mostrou aos jovens como construir CubeSats, que prometem ser os primeiros satélites lançados pelo país do Leste Europeu.

Os estudantes romenos planejam realizar vários experimentos com seus CubeSats, como a detecção de poeira de meteoros e a medição de radiações. Esperam lançar os artefatos em 2007. “Coordenar uma missão completa de um satélite, passando pela construção e o lançamento, é um excelente desafio para jovens pesquisadores, com ímpeto de seguir carreira tecnológica”, diz Marius-Ioan Piso, chefe da Agência Espacial da Romênia. O objetivo da comunidade CubeSat é estimular estudantes de graduação e pós-graduação a iniciar-se na tecnologia dos satélites. A construção de cada protótipo custa US$ 25 mil, uma barganha perto do preço de grandes satélites, que saem por até US$ 400 milhões. O baixo custo é premissa importante. “Há liberdade para falhar”, diz Twiggs. Em junho de 2003, os primeiros seis CubeSats foram lançados ao espaço a partir de uma base russa, a bordo de um foguete alemão. Até o final deste ano, outros três devem ser lançados. Cada pequeno cubo pode carregar dois instrumentos científicos.

Participam do projeto, além dos Estados Unidos, instituições de países como o Canadá, Japão, Suíça, Austrália, Dinamarca, Coréia do Sul, Alemanha, Colômbia, Portugal, Taiwan, Noruega, Turquia, Argentina, Malásia, África do Sul e China. O Brasil também participa da comunidade, por meio de um grupo da Universidade Norte do Paraná (Unopar). (Stanford Report, 7 de setembro)

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