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Estratégias

Homens, mulheres e o trabalho

As mulheres ocupam mais da metade dos 21 milhões de empregos profissionais nos Estados Unidos. Mas ganham relativamente menos que os homens,já que suas atividades se concentram em áreas como ensino em escola pública e enfermagem, onde os salários não são altos. Elas representam apenas 28% dos oito milhões de empregos em profissões consideradas bem pagas, com renda anual superior a US$ 40 mil, de acordo com Ruzena Bajcsy, da Fundação Nacional de Ciências (National Science Foundation). A proporção de mulheres parece terestabilizado nas diversas áreas profissionais, com exceção do direitoe da medicina.

O percentual de mulheres nas atividades ligadas à matemática e ciências da computação, profissões com prestígio e salários em alta, caiu nos anos 90. Essas áreas, alémde serem disputadíssimas pelos homens,se caracterizam por uma jornada extensa de trabalho, o que conflita comas responsabilidadefamiliares tipicamentefemininas, de acordocom a pesquisa. Nas áreas acadêmicas (college and university faculties), a participação das mulheres estabilizou no final dos anos 90. Mas elas estão sub-representadas em algumas especialidades médicas bem pagas, como cardiologia e cirurgia ortopédica, por exemplo.

Tendem a trabalhar menos horas que os homense a ocupar posiçõesfinanceiramente menos gratificantes. Virgínia Valian, psicóloga do Hunter College, atribui essa relativa desvantagem das mulheres no mercado à percepção de que os homens são mais adequados para trabalhos importantes. Desde a infância, ela analisa, homens e mulheres desenvolvem “esquemas de gênero” (gender schemas ), um conjunto de expectativas subconscientes do papel dos sexos que incluem desde as funções de cada um dentro de casa até a competência profissional. Esse “esquema”, transposto ao mercadode trabalho, colocaas mulheres em desvantagem, até mesmo quando seu desempenho e credenciais são iguais às dos homens.

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