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Estratégias

Importar talentos tem seu preço

Os bielo-russos também estão muito preocupados com a evasão de cérebros. Cansado de ver os melhores talentos do país partindo para assumir postos muito bem pagos no exterior, Mikhail Myasnikovich, presidente da Academia Nacional de Ciências da Bielo-Rússia, propôs uma solução inovadora para o problema, conforme revelou a revista Nature de 2 de janeiro de 2003: sugeriu que as empresas que se beneficiarem do investimento estatal bielo-russo no desenvolvimento de pesquisadores e as nações onde elas operam reembolsem o país.

Pelos cálculos de Myasnikovich, quem recrutar acadêmicos bielo-russos teria de pagar até US$ 600 mil por sua educação até o doutoramento. Em média, um cientista ganha US$ 120 por mês na Bielo-Rússia, e cerca de 70 mil pesquisadores deixam o país, a cada ano. Ele afirma, porém, que a proposta não tem objetivos práticos. Sua meta é estimular o debate em organismos internacionais, como a Organização das Nações Unidas (ONU).

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