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Dados

Intensidade de P&D na estrutura produtiva dos países

  • Entre as informações utilizadas para o cálculo do Produto Interno Bruto (PIB) dos diferentes países, destacam-se as que medem a produção dos vários segmentos da economia. Por meio delas, pode-se conhecer a evolução do valor adicionado dos setores intensivos em conhecimento, isto é, dos classificados como de alta e média-alta intensidade de pesquisa e desenvolvimento (P&D), pelos critérios da OCDE (ver nota)
  • A maior presença desses segmentos na estrutura produtiva de um país se reflete na produtividade de sua economia e potencializa a capacidade de gerar bens e serviços com maior valor adicionado. Esses setores são geograficamente concentrados: em 2018, quase 90% de seu valor adicionado, em todo o mundo, foi gerado em apenas 20 países
  • O gráfico mostra as grandes tendências nesse campo, entre 2002 e 2018. China, Coreia do Sul, Índia e, mais recentemente, Irlanda galgaram várias posições em detrimento de países europeus, do Canadá e do México. A China conquistou a segunda posição, em 2009, e se aproxima dos Estados Unidos: em 2018, a diferença entre eles não chegava a 5%. Em 2002, superava os 80%
  • O Brasil, em 2002, situava-se no 14º posto desse ranking. Alçou algumas posições até 2010, quando atingiu a 8ª colocação, mas não a sustentou. Outros países apresentaram comportamento semelhante, como Rússia e Austrália, ainda que os três estivessem, em 2018, em postos superiores aos de 2002
  • O gráfico ao lado mostra que, até 2011, o desempenho do Brasil nos segmentos intensivos em conhecimento superou o do total do mundo. Perdeu dinamismo após esse ano e se estabilizou  a partir de 2015, em patamar pouco superior ao de 2002.
  • Ainda assim, em 2018, respondia por 1,3% do valor adicionado mundialmente nos setores intensivos em conhecimento e estava na 11ª posição do ranking. Ou seja, em 2018, o Brasil ainda conservava segmentos complexos em sua estrutura produtiva, a despeito das dificuldades por que passaram a economia e a indústria, mas sua trajetória recente aponta para a necessidade de ações capazes de revertê-la

Nota  Os setores intensivos em conhecimento correspondem aos de alta e de média-alta intensidade de P&D, propostos pela Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE). Os primeiros incluem: aeroespacial, farmacêutico, de fabricação de computadores e de produtos ópticos e eletrônicos, o de serviços de P&D e de publicação de softwares. Os setores com intensidade de P&D média-alta compreendem os de fabricação de armas e munições, veículos automotores, instrumentos médicos e odontológicos, máquinas e equipamentos, químico e seus produtos, equipamentos elétricos, veículos ferroviários e militares e serviços de TI e de TELECOMUNICAÇÕES.

Fonte  National Science Foundation. Science and Engineering Indicators. 2020 (dados básicos)

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