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parcerias científicas

Interesse nos tubarões

Tubarão: as águas de Cuba abrigam mais de uma centena de espécies

Albert Kok/WikicommonsTubarão: as águas de Cuba abrigam mais de uma centena de espéciesAlbert Kok/Wikicommons

A aproximação entre Cuba e Estados Unidos começa a se traduzir em parcerias científicas. Numa recente conferência internacional sobre oceanos, representantes dos dois países anunciaram que está sendo negociado um acordo de cooperação envolvendo pesquisa e gerenciamento de áreas marinhas protegidas. Um dos focos de interesse são as 100 espécies de tubarões residentes no mar do Caribe e no golfo do México que habitam as águas cubanas. “Cuba é uma espécie de epicentro da biodiversidade para os tubarões”, disse à revista Nature Robert Hueter, diretor do Centro de Pesquisa de Tubarões, em Sarasota, Flórida, que está trabalhando com pesquisadores cubanos. “É tempo de identificarmos objetivos comuns e trabalharmos juntos”, diz Jorge Angulo-Valdés, pesquisador do Centro de Pesquisa Marinha da Universidade de Havana e professor visitante da Universidade da Flórida, em Gainesville. Algumas espécies endêmicas na região, como o tubarão-galha-branco-oceânico e o tubarão-mako-longfin, foram dizimadas em outras regiões e estão ameaçadas de extinção. O governo cubano criou uma área de proteção ao longo de 20% de sua costa e quer expandi-la. Pesquisadores de organizações conservacionistas, como o Environment Defense Fund, sediado em Nova York, querem fazer inventário das populações de tubarões estão levantando recursos para começar o trabalho, promovendo, por exemplo, o treinamento de profissionais de barcos pesqueiros para identificar e registrar os tubarões que capturam.

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