As alterações feitas no início deste século para atendimento psiquiátrico pelo Sistema Único de Saúde (SUS), com foco nos Centros de Atenção Psicossocial (Caps), têm se convertido em uma redução nas internações, de acordo com estudo da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Foram 314.686 internações (315 a cada 100 mil pessoas) em 2008, diminuindo mais de 50% para 151.113 (151 a cada 100 mil) em 2022. A duração média das internações caiu de 45 para 22 dias. As quedas mais acentuadas se deram na região Sudeste, onde há mais Caps, enquanto na região Norte, onde as internações já eram raras, não houve muita diferença. O estudo estima que 70% da população vive em áreas com pouca ou nenhuma infraestrutura psiquiátrica. A maior parte das internações permanece ligada a distúrbios do espectro da esquizofrenia. Hospitalizações de homens são quase o dobro das de mulheres, sobretudo por causa do abuso de álcool e outras substâncias. As mulheres enfrentam mais distúrbios de humor, como depressão (The Lancet Regional Health, abril).
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