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Estratégias

Jornalismo Científico

Durante dois dias, após a conclusão da Conferência Mundial sobre Ciência para o Século 21: um Novo Compromisso, realizada em Budapeste, Hungria, de 26 de junho a 1º de julho, 146 jornalistas científicos de 30 países elaboraram uma declaração com oito recomendações para o exercício do jornalismo científico. O documento, resultado da Segunda Conferência Mundial de Jornalistas Científicos, parte do texto elaborado na primeira conferência, que aconteceu em Tóquio, em 1992, e chama a atenção desses profissionais para sua crescente responsabilidade na reportagem de fatos científicos de forma acurada, clara, completa e independente.

A declaração alerta para a necessidade de jornalistas científicos estarem atentos não apenas para a Ciência e Tecnologia em si mesmas, mas para seu contexto social e político e seus meios de produção. Os efeitos e dimensões internacionais de CeT, segundo o documento, devem também motivar jornalistas a superar barreiras de idiomas e aumentar esforços para atingir outras culturas. Editores e organizações de comunicação devem reconhecer o amplo interesse público e a importância social e para a democracia do jornalismo científico, oferecendo maior suporte, espaço, tempo na programação, profissionais e treinamento para jornalistas que trabalham ou que estão entrando neste campo.

Outras recomendações com respeito ao desenvolvimento do fluxo de informações na Internet em outras línguas, além do inglês, e a atenção para a necessidade de monitoramento constante da qualidade, objetividade e integridade da informação na rede mundial de computadores também foram feitas no encontro. Na ocasião, os jornalistas concordaram em convocar a Unesco e outras organizações para apoiar a criação de uma federação mundial de associações de jornalistas, que se reuniria a cada dois anos e que criaria uma comunidade de jornalistas científicos por meio de uma página eletrônica bem feita, acessível, editada e de qualidade controlada.

Finalmente, o encontro de jornalistas científicos sugere a chamada da Unesco e de outras organizações mundiais para criar meios acessíveis de formação de jornalistas científicos a todas as nações. Esses meios devem refletir o novo e amplo papel do jornalismo científico, evidenciado na Conferência Mundial sobre Ciência.

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