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Estratégias

Liberdade de pesquisa com responsabilidade social

Depois dos cortes dramáticos nos gastos públicos no último ano, uma nova política de pesquisa promete mais liberdade para os cientistas holandeses estabelecerem suas prioridades de trabalho, embora os interesses nacionais não devam ser esquecidos. Segundo a Nature de 29 de julho último, o ministro da Ciência, Loek Hermans, divulgou, no mês de junho, um novo plano para a política científica do país radicalmente diferente do que foi praticado por seu antecessor, Jo Ritzen, e que enfatizava a associação da pesquisa com metas socioeconômicas.

Na prática, esse plano acabou se traduzindo em cortes orçamentários e no fracasso da tentativa de transferir recursos das universidades para a Organização para a Pesquisa Científica da Holanda-NWO, a agência nacional de fomento à pesquisa, procedimento que visava a uma definição mais centralizada das prioridades nacionais de pesquisa.

De acordo com o plano apresentado por Hermans, as universidades passam a apresentar planos estratégicos à NWO a cada quatro anos, e não mais relatórios bienais de progresso para o ministério. A agência vai elaborar um plano nacional de pesquisa baseado nas solicitações das universidades. E, ao mesmo tempo, para promover a consciência do potencial econômico e da relevância social da pesquisa, estudos prospectivos elaborados por um organismo independente, o Conselho Consultivo para a Política de Ciência e Tecnologia, serão colocados à disposição das universidades.

As mudanças indicam maior flexibilidade na alocação de recursos às universidades que, nos últimos vinte anos, estava condicionada a estatísticas obsoletas de números de estudantes. Tudo isso deve ampliar o papel das universidades na definição de prioridades para seu orçamento de pesquisa de US$ 1,2 bilhão.

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