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Brasil

Limpeza em área contaminada

Um novo reagente à base de ferro consegue acelerar em até 50 vezes a destruição dos produtos tóxicos derivados da gasolina. O produto, que recebeu o nome de Fentox, foi desenvolvido no Instituto de Química da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp) para ser usado junto com o peróxido de hidrogênio, substância mais conhecida como água oxigenada, na descontaminação de áreas atingidas por derivados de petróleo, como postos de gasolina. Desde o início da década de 1990, o peróxido de hidrogênio tem sido bastante utilizado na indústria brasileira por atender a demandas diversificadas. Na indústria de papel e celulose, por exemplo, é usado como branqueador. Nas áreas contaminadas, o peróxido associa-se ao reagente tradicional chamado Fenton, também à base de ferro, mas que tem como desvantagem o fato de só funcionar em meio ácido. “A adição de substâncias ácidas à mistura acaba gerando muito calor e, por isso, é preciso ter um controle rígido da reação química”, diz o professor Wilson Jardim, um dos autores da invenção, já patenteada, que teve a participação do mestrando Juliano Andrade. “A eficácia do peróxido de hidrogênio na destruição de derivados de petróleo deve-se ao fato de que no final do processo só sobra água e oxigênio.” A grande vantagem do Fentox em substituição ao reagente tradicional, além da rapidez com que destrói os principais produtos tóxicos derivados da gasolina, é que ele não precisa de pH ácido para funcionar nem libera calor quando reage com os contaminantes de interesse. O nome do novo produto também é uma homenagem ao químico Fenton, pioneiro na publicação de trabalhos que tratavam do uso do peróxido de hidrogênio como oxidante em 1894. Na década de 1980, os estudos foram retomados e deram origem a novas tecnologias.

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