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Estratégias

Lucy vai à América

Lucy, o famoso fóssil encontrado na Etiópia em 1974, deve fazer em breve sua primeira viagem. Irá aos Estados Unidos. A exibição inaugural do hominídeo de 3,2 milhões de anos acontecerá no Museu de Ciências Naturais de Houston em setembro de 2007, junto com outros 200 artefatos do patrimônio etíope. O evento gera controvérsia. A Smithsonian Institution recusou a oferta de exibir o fóssil e ainda divulgou uma nota condenando a viagem. “Achamos que Lucy não deveria sair da Etiópia”, disse o porta-voz do museu, Randall Kremer, à agência Associated Press. Pouca gente já viu de perto os restos de Lucy. O fóssil do ancestral, que reúne 40% dos ossos, está no porão do Museu Nacional da Etiópia, em Addis Ababa. Uma resolução da Associação Internacional para o Estudo da Paleontologia Humana estabelece que fósseis raros devem ser transportados apenas “por forçosas razões científicas”. Moldes costumam ser exibidos no lugar dos originais. Satisfazer o apetite do público traz dinheiro para os países que mantêm relíquias. A exposição Tutankhamun, visitada por multidões nos Estados Unidos, amealhou milhões de dólares que estão ajudando o Egito a preservar outras antiguidades. Jara Haile Mariam, do Ministério da Cultura da Etiópia, disse à revista Nature que o país espera receber pelo menos US$ 5 milhões com a viagem, com vários museus norte-americanos pagando cada um US$ 300 mil por exibição, além de uma porcentagem da bilheteria.

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