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Brasil

Maior participação nacional

A indústria espacial brasileira ganha novo impulso com um contrato de US$ 125 milhões para a construção dos satélites CBERS-3 e 4, que fazem parte do programa de cooperação Brasil-China para o desenvolvimento de satélites de observação da Terra. São seis empresas, Fibraforte, Cenic e Neuron, de São José dos Campos, Omnisys, de São Paulo, Opto Eletrônica, de São Carlos, e Aeroeletrônica, de Porto Alegre.

Sob a coordenação do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), elas vão fornecer a estrutura dos satélites, os sistemas de geração de energia e coleta de dados, além dos equipamentos de telecomunicações, computadores de bordo e duas câmeras fotográficas. “Assim, a participação da indústria nacional chega a 83%”, diz Luiz Carlos Miranda, diretor do Inpe. Na construção dos satélites CBERS-1 e 2, essa participação não ultrapassou os 50%.

O lançamento do CBERS-3 está previsto para 2008 e o 4 para 2011. O primeiro, lançado em outubro de 1999, operou até agosto de 2003. O segundo, lançado em outubro de 2003, continua na ativa. As imagens têm aplicação nas áreas de monitoramento ambiental, defesa, previsão de safras, uso do solo e planejamento urbano. Desde junho de 2004 algumas imagens estão disponíveis, gratuitamente, no site www.cbers. inpe.br. Até janeiro de 2005 foram solicitadas 57.268 imagens. As empresas privadas, principalmente da Região Centro-Oeste, lideram os pedidos.

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