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Estratégias

Mais doutores, mais patentes

Tecnologia dá retorno? A questão foi tema de um simpósio promovido pela Associação Nacional de Pesquisa, Desenvolvimento e Engenharia das Empresas Inovadoras (Anpei), no auditório da Federação das Indústrias do Estadode São Paulo (Fiesp), em 30 de março último. A associação apresentou os resultados da última versão (a nona) daBasede Dados Sobre Indicadores Empresariais de Inovação Tecnológica , em que foram ouvidos representantes de 427 empresas de todos os tamanhos, desde micros a companhias de grande porte.

Alguns dos dados mais interessantes da pesquisa referem-se ao impacto da interação entre empresas e universidades. Vejamos: estabelecidos dois diferentes grupos de empresas conforme o grau de sua interação com universidades e centros de pesquisa, o primeiro com 47 empresas em que ela é mais intensa, e o segundo com 39 empresas em que essa interação é mais débil, verificou-se que, no primeiro, existem, em média, 113 funcionários por empresa (sendo 9 doutores) trabalhando em pesquisa, desenvolvimento e engenharia (PeDeE), enquanto no segundo há, em média, 21 funcionários por empresa nessas atividades (apenas 0,05 doutor).

Mais importante: no primeiro grupo, que tem mais profissionais com doutorado, registraram-se duas patentes por ano e por empresa; no outro, apenas 0,8 patente por empresa no mesmo período.Dado importante também a considerar é que, no geral, a liderança no registrode patentes, nos últimosdez anos, vem sendoexercida pelas empresas nacionais (341 na pesquisa): elas apresentam um registro médio anual de 0,48 patente enquanto as multinacionais (86) respondem por 0,31 patente. Curioso é que as multinacionais tiveram, em 1998, um valor médio de dispêndios em PeDeE de US$ 4,6 milhões, enquanto as nacionais despenderam em média US$ 1,9 milhão.

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