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Tecnociência

Malária

Malária

A considerar um alarmado relatório da Organização Mundial de Saúde (OMS), divulgado em Florença, em meados de setembro, a Europa enfrenta neste momento um sério risco de assistir a um incontrolável ressurgimento da malária, doença que havia sido erradicada do continente nos anos 60, via uma política combinada de drenagem, medicamentos e inseticidas. Agora, as desordens civis e as irrigações ameaçam trazê-la de volta, se rapidamente não forem adotadas medidas de controle, alerta a OMS.

Os casos de malária na União Européia saltaram de 2.882, em 1981, para 12.328, em 1997, informa notícia da New Scientist, de 18 de setembro, a respeito do relatório da OMS. E o que é pior, apesar do acesso a bons serviços de saúde, mais de 7% dos doentes morrem, porque os médicos europeus não conseguem reconhecer os sintomas da malária antes que seja tarde demais.

Segundo o informe, mais viajantes da União Européia estão voltando infectados de países onde a malária é endêmica, e há um grande medo de que os mosquitos locais possam adquirir, desses viajantes, o agente causador da doença, o Plasmodium, e reestabelecer assim uma cadeia local de transmissão.A migração de refugiados durante conflitos regionais, um forte crescimento, nos anos 70, de canais de irrigação onde os mosquitos podem proliferar e o desmonte dos programas de saúde pública, com o colapso do regime comunista, provocaram um “dramático ressurgimento” da doença, segundo a OMS.

Isso afetou particularmente antigos estados soviéticos fronteiriços com áreas endêmicas, como o Afeganistão. O relatório informa que no Azerbaijão e no Tadjiquistão existem epidemias em larga escala, e Armênia e Turkmenistão enfrentam uma epidemia em menor escala. A OMS acha que uma boa assistência médica, a vigilância atenta e invernos mais frios vão impedir que a malária se reinstale no norte da Europa, apesar da existência de espécies de mosquitos capazes de transmiti-la. “O risco do ressurgimento da doença em algumas regiões do sul da Europa onde existem vetores mais eficientes é real,” adverte a OMS.

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