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Brasil

Material cerâmico substitui chumbada

Argila, areia e pó de pedra são as matérias-primas utilizadas para fabricar a chumbada cerâmica, uma pequena bola que mantém a linha de náilon da vara de pesca dentro da água. O novo produto, que já está no mercado, foi desenvolvido com o objetivo de substituir a chumbada tradicional, feita de chumbo, metal pesado que quando se desprende vai para o fundo dos rios, lagos e represas, onde permanece durante décadas. A idéia de desenvolver a chumbada cerâmica, também chamada de ecológica porque é feita com materiais que não agridem o ambiente, partiu de Luís Fernando Porto, da empresa Tecnicer, de São Carlos (SP), especializada em produtos cerâmicos para fornos. Ao saber que em outros países era proibido o uso de chumbo para caça e pesca, ele decidiu pesquisar um material alternativo. Para isso procurou o Laboratório Interdisciplinar de Eletroquímica e Cerâmica (Liec), integrado por pesquisadores da Universidade Federal de São Carlos (UFSCar) e do Instituto de Química da Universidade Estadual Paulista (Unesp) de Araraquara, com o qual já mantém parcerias. Depois de três anos de pesquisa, a chumbada cerâmica começou a ser produzida pela empresa e vendida por quilo ou em cartelas com 150 a 200 gramas. Devido à diferença de densidade, ela é maior que a tradicional, com a vantagem de não enroscar tão facilmente como as pequenas peças de chumbo. Por enquanto, o preço ainda é o principal obstáculo para que a chumbada cerâmica se torne popular entre os pescadores. Um quilo de chumbada custa cerca de R$ 4,50 e de cerâmica, R$ 6,00. Novas pesquisas serão feitas pelo Liec para diminuir o preço das bolas de cerâmica.

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