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Estratégias

Menor procura pelas ciências exatas

Embora tenha crescido o número de graduados nas universidades britânicas entre 1995 e 2000, caíram significativamente as graduações nos cursos de física, engenharia e química: 7% em física e engenharia e 16% em química, nos últimos cinco anos. A revelação faz parte de um relatório elaborado pelo governo inglês noticiado na revista Science, em sua edição de 19 de abril. O declínio na formação de recursos humanos naquelas áreas já se reflete nos colégios britânicos, onde cerca de 2/3 dos professores de física não têm formação na área, e nas universidades e empresas, onde escasseiam os novos talentos para pesquisa. De acordo com Peter Cotgreave, do grupo de pressão Save British Science, há o risco de, dentro de algum tempo, a Grã-Bretanha não conseguir manter o seu padrão de produção científica de Primeiro Mundo.

O relatório chama atenção para a necessidade de revisar o sistema educacional do Reino Unido e recomenda que as escolas recrutem estudantes de universidades locais como professores assistentes. Recomenda ainda uma melhor remuneração para os pesquisadores que permanecem nas academias. O problema, entretanto, parece não se limitar à Grã-Bretanha. Segundo informa a Nature, edição de 2 de maio, novos dados na França revelam uma dramática queda do número de estudantes universitários em algumas áreas das ciências. O número de alunos de física caiu 46%, desde 1995, e o de Ciências da Vida, 27%. A questão se torna mais grave no país porque se prevê que cerca de metade dos pesquisadores em atividade deverão aposentar-se nos próximos dez anos.

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