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Biodiversidade

Menos mata, menor a diversidade de peixes

CHUCAO / Wikimedia CommonsO tamboatá vive no fundo de rios de águas lentas ou paradasCHUCAO / Wikimedia Commons

A perda das matas às margens de riachos da Amazônia, ao alterar os ambientes aquáticos, pode promover o desaparecimento de peixes. Algumas espécies que seriam mais afetadas são o tamboatá (Callichthys callichthys) e o muçum (Synbranchus marmoratus), ambos capazes de respirar fora d’água por períodos curtos de tempo; duas espécies de peixe-elétrico, o sarapó (Gymnotus coropinae) e o falso-peixe-faca-tigre (G. javari); o jundiá (Rhamdia quelen); e o ituí-transparente (Eigenmannia virescens). O biólogo Lucas Pires Oliveira, da Universidade Federal do Pará, examinou a relação entre a perda da mata ciliar e a diversidade de peixes em 23 riachos de duas reservas extrativistas e em outros 12 de uma área não protegida próxima a uma delas, todas no Acre, entre 2019 e 2024. As coletas reuniram 4.072 indivíduos de 127 espécies de peixes. Nos riachos das duas reservas viviam 75 e 60 espécies e na área não protegida, com maior perda de vegetação, 58. A perda da diversidade de espécies refletia a intensidade e a duração do desmatamento às margens dos riachos (Journal of Environmental Management, fevereiro).

Entrevista: Lucas Pires de Oliveira
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