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geologia

Mesmo mineral, outro resultado

NASA / Goddard Space Flight Center / Francis Reddy Representação da Terra no período ArqueanoNASA / Goddard Space Flight Center / Francis Reddy 

Em 2024, geólogos de São Paulo e Minas Gerais examinaram as idades de 15 mil amostras do mineral rutilo, que se forma sob temperaturas baixas e altas pressões, verificadas somente quando blocos de rochas que se movimentam em sentidos opostos se encontram. As análises indicaram que as placas litosféricas começaram a se encontrar entre 2,1 bilhões e 1,8 bilhão de anos atrás. O mesmo grupo, em outra análise, chegou a um resultado diferente. “Em rochas da Chapada Diamantina com idade entre 1,8 bilhão e 1 bilhão de anos, encontramos grãos de rutilo que indicam a tectônica [movimentação] de placas operando em períodos bem mais antigos”, conta o geólogo Rodrigo Cerri, da Universidade Estadual Paulista (Unesp), campus de Rio Claro. “Pelo menos na região que é hoje o Brasil, a tectônica de placas poderia estar operando a partir de 3,2 bilhões a 3 bilhões de anos atrás, já no período Arqueano, quando a crosta terrestre começou a se formar e há uma intensa atividade vulcânica” (Earth and Planetary Science Letters, 1o de maio).

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