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Microvento para um micromundo

À medida que os aparelhos eletrônicos encolhem, os sistemas de refrigeração também são miniaturizados. A mais recente novidade para esse micromundo veio da norte-americana Universidade Purdue, de West Lafayette, no Estado de Indiana, onde pesquisadores desenvolveram um sistema de resfriamento – similar em conceito aos usados nos aparelhos de ar-condicionado caseiros. A diferença fica por conta do tamanho: alguns mícrons, ou milionésimos de metro. Por meio de voltagens diminutas, os aparelhos geram íons (átomos com perda de elétrons) capazes de criar pequenas brisas, perfeitas para resfriar celulares, laptops e outros equipamentos pequenos. Os eletrodos usados pelos pesquisadores são feitos de nanotubos de carbono e medem apenas 5 nanômetros (1 nanômetro corresponde a 1 milímetro dividido por 1 milhão). “Conforme os chips diminuem, as regiões de acúmulo de calor são confinadas a lugares menores”, diz Richard Smith, especialista em energia térmica da Fundação Nacional de Ciência (NSF) que financia parte das pesquisas. Segundo Smith, conseguir resfriar equipamentos com ar é uma “solução eficiente, porque o ar é fácil de obter, não precisa ser armazenado e não é um contaminante em potencial”. As novas técnicas de microrresfriamento podem se mostrar essenciais para a nova geração de laptops, celulares, sistemas de sensoriamento remoto e muitos outros aparelhos portáteis do mundo da eletrônica.

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