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Genética

Mutação tornaria Covid-19 menos grave

Partículas virais (em azul) do Sars-CoV-2

Hannah A Bullock / Azaibi Tamin / CDC

Uma mutação que apagou um trecho de DNA de dois genes do Sars-CoV-2 parece tornar os sintomas da Covid-19 menos agressivos. A equipe coordenada pela bióloga molecular Lisa Ng, da Rede de Imunologia de Singapura, analisou a evolução da doença em 29 pacientes que tinham uma versão do coronavírus com a alteração genética e constatou que nenhum deles precisou receber oxigênio suplementar (Lancet, 18 de agosto). Em outro grupo de 92 doentes com Covid-19 que haviam sido infectados por uma linhagem do patógeno sem a mutação, 26 indivíduos tiveram de recorrer a respiradores artificiais. No início da pandemia, variantes do Sars-CoV-2 com a alteração genética circularam na Ásia, mas, desde março, a mutação, que afeta os genes ORF8 e ORF7b, não foi mais identificada no novo coronavírus. Durante o surto da Síndrome Respiratória Aguda Grave no início dos anos 2000, o vírus que causa essa doença, o Sars, também apresentou uma mutação no gene ORF8.

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