
Milena de Godoy-Veiga / IPAAnéis do tronco de imburana expressam variações do clima ao longo de 150 anosMilena de Godoy-Veiga / IPA
Pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP), do Instituto de Pesquisas Ambientais (IPA) e do Instituto Weizmann, de Israel, conseguiram descobrir como era o clima no norte de Minas Gerais há 150 anos analisando os anéis de crescimento do tronco de 28 imburanas (Commiphora leptophloeos), árvore de até 9 metros (m) de altura e frutos comestíveis, típica de ambientes secos. Coletadas no Parque Nacional Cavernas do Peruaçu, em Januária (MG), as amostras de árvores vivas ou mortas indicaram como as plantas cresciam, em resposta ao clima, de 1870 a 2017. Já nos troncos fósseis, os vasos que conduzem a água na madeira, mais estreitos que nas outras amostras, sugerem que a água era escassa, o ambiente ainda mais seco que o atual e as árvores tinham menor porte, formando uma floresta mais baixa e aberta. Na região, as pesquisas sobre o clima utilizando anéis de crescimento de árvores se concentravam em duas espécies comuns na região, o cedro-rosa (Cedrela fissilis), de até 30 m de altura, e a amburana (Amburana cearensis), que chega a 12 m. Os fósseis de imburana foram os primeiros a ser estudados (Dendrochronologia, maio).
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