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Brasil

O DNA evolui na Marquês de Sapucaí

A ciência deu samba no Carnaval 2004. A boa surpresa no desfile da Marquês de Sapucaí, no Rio de Janeiro, foi o vice-campeonato conquistado pela Unidos da Tijuca, que apresentou um reluzente carro alegórico com 123 bailarinos de corpos pintados, representando a espiral do DNA. Havia destaque fantasiado de Albert Einstein e até um autêntico Prêmio Nobel sambando, o químico polonês naturalizado norte-americano Roald Hoffman, agraciado em 1981 e convidado por intermédio da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ).

“A ciência deveria estar na cultura popular, as pessoas gostam do DNA”, resumiu Roald Hoffman. Com um enredo que lembrava título de tese sociológica, O sonho da criação e a criação do sonho: A arte da ciência no tempo do impossível, o carnavalesco Paulo Barros mostrou mesmo que o povo simpatiza com os personagens e conceitos científicos – e que o poder da inovação não move apenas as fronteiras do conhecimento, mas também é capaz de exorcizar a mesmice dos desfiles. Outra criação de Barros foi um carro alegórico com um disco voador feito de 15 mil garrafas de água mineral. Empolgado com a parceria entre o Carnaval e a ciência, Roald Hoffman arriscou-se a sugerir um tema para o ano que vem: a teoria da movimentação dos continentes.

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