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Mundo

O homem que contava o carbono

O cientista norte-americano Charles Keeling, que morreu de enfarte aos 77 anos no dia 22 de junho, dedicou a carreira a fazer medições da quantidade de gás carbônico na atmosfera. Na década de 1950 postou-se numa montanha no Havaí, o pico do Mauna Loa, com um aparelho que media continuamente a quantidade de CO2. Descobriu que a concentração aumentava no inverno e diminuía no verão, como resultado da fotossíntese. Dez anos mais tarde, após realizar medições contínuas, observou que o pico de quantidade de carbono aumentava a cada ano, na primeira evidência de que a queima de combustíveis fósseis inpulsionava o fenômeno. Professor do Centro de Pesquisas de Oceanografia Scripps, vinculado à Universidade da Califórnia, San Diego, Keeling deflagrou a preocupação com o aquecimento global, que daria lastro à assinatura do Protocolo de Kyoto. Entre 1958, quando ele iniciou suas pesquisas, e hoje, a quantidade de CO2 aumentou 17%. Embora os Estados Unidos, seu país natal, reneguem os esforços internacionais para reduzir as emissões de gás carbônico, Keeling aceitou receber do presidente  George W. Bush, em 2002, a Medalha Nacional das Ciências, maior condecoração dada a um cientista no país.

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