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Tecnociência

O país do otimismo

LAURA BEABRIZA fama dos brasileiros de viver de bem com a vida pode ter fundamento biológico. Isso se for confirmada a influência genética na tendência ao otimismo detectada num experimento feito na Inglaterra. Nesse estudo, ao olhar imagens positivas e negativas, os voluntários com determinada versão de um gene apresentaram tendência a contemplar as primeiras e evitar as segundas. O resultado chamou a atenção do neuro­psiquiatra João Ricardo de Oliveira, da Universidade Federal de Pernambuco, e da geneticista Mayana Zatz, da Universidade de São Paulo. Usando um banco de dados de que já dispunham, eles compararam a frequência desse gene entre brasileiros e ingleses e viram que ele é 2,5 vezes mais comum aqui do que na Inglaterra, conforme relatam em artigo a ser publicado em breve na Molecular Psychiatry. O gene em questão está ligado ao neurotransmissor serotonina, que tem função importante em regular as emoções. Os pesquisadores esperam que mais estudos aprofundem a compreensão das bases biológicas do otimismo. Talvez esteja aí a explicação para o Brasil ser o país do Carnaval e do futuro.

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