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Memória

O primeiro reator nuclear do Brasil

Em instantes, o presidente Juscelino Kubitschek moveria a alavanca para pôr em operação o reator nuclear IEA-R1, o primeiro da América do Sul. A seu lado se encontram o governador do Estado de São Paulo, Jânio Quadros, e o físico Marcello Damy de Souza Santos, diretor do Instituto de Energia Atômica, hoje Instituto de Pesquisas Energéticas e Espaciais (Ipen). A data: 28 de janeiro de 1958. O R1 continua em operação: produz radioisótopos para uso médico e fundamenta pesquisas em Física Nuclear.

Da Bahia ao Rio, a epopéia do meteorito Bendengó

O meteorito Bendengó, o maior do Brasil e durante séculos o maior do mundo (hoje na 15ª posição), repousa desde 1888 no Museu Nacional do Rio de Janeiro – onde chegou depois de enfrentar uma série de peripécias. Foi encontrado em 1784 próximo ao rio Vaza-Barris, na cidade de Monte Santo, na Bahia, com 2,15 metros de comprimento por 1,5 metro de largura. Pesava 5.360 kg. Levá-lo ao Rio foi uma aventura. Na primeira tentativa, em 1785, o eixo do carretão em que fora colocado, com 12 juntas de bois, pegou fogo ao descer de uma colina. Pior:o carretão não tinha freios e a rocha rolou para o leito do riacho Bendengó, afluente do Vaza-Barris.

Em 1810, peritos da Real Sociedade de Londres descobriram que se tratava de um meteorito de ferro e níquel. Em 1886,o imperador D. Pedro II recebeu em Paris um grupo da Academia de Ciências,que lhe pediu para remover o meteorito para um museu. De volta ao Brasil, D. Pedro II pediu a um engenheiro da Marinha, José Carlos de Carvalho, que organizasse uma expedição para levar o meteorito ao Rio. Em 1887, a equipe de engenheiros retirou a rocha do rio e a pôs sobre um carretão de ferro, que se deslocava sobre dormentes. Tarefa árdua: em 126 dias, percorreram 118 km (900 metros por dia) de riachos e colinas. O Bendegó caiu seis vezes do carretão, cujo eixo partiu quatro vezes até chegarem à estação ferroviária de Jacurici e, dois meses depois, ao Rio.

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