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O retorno da talidomida

Dois anos atrás a geneticista clínica Lavinia Schüler Faccini, especialista em casos de malformação congênita, surpreendeu-se ao deparar com um problema que há mais de uma década não via: crianças com defeitos congênitos provocados pelo uso da talidomida por suas mães. Professora da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Lavinia descreveu recentemente o caso de três dessas crianças – duas nascidas em 2005 e uma em 2006 (Birth Defects Research). A talidomida já foi usada como sedativo e também medicamento contra enjôos, sobretudo por gestantes. Até que começaram a nascer bebês com graves defeitos em braços e pernas. No Brasil, o medicamento saiu de circulação em 1965, mas voltou a ser usado mais tarde para tratar hanseníase, câncer, doenças auto-imunes e alguns efeitos da infecção pelo HIV. Hoje remédios à base de talidomida são produzidos por um único laboratório brasileiro e distribuídos pelo governo federal. Seu uso é proibido para mulheres em idade fértil. “Se não houver um controle muito rígido, além da educação das pessoas, a síndrome que se considerava extinta pode voltar com toda a força”, alerta Lavinia.

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